sábado, 27 de fevereiro de 2010






















Sentes a mágoa crepitar em ti? És sobretudo melancólico.
Pesa-te no estômago as memórias ígneas que vertem pelas costas da nostalgia.
Sabes-te como a raiz, ja sepultada em berço. Julgaste finalmente ouvir um silêncio.
Um eco distante que te assegurava inconditional. Man on a wire.
E o fio quebrou. Levando com ele todos os teus castelos. Prenuncios de uma serenidade profetica.


... And so the creed was gone, The knight was dead and the king had fallen.
For all knew that the land was tainted and lo' an infinite sadness was carried amidst.
Glory was gone. Glory was everywhere.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Guaranteed







Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...


Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Presépios



















Fotografia: Paulo Lino

Fotografia tirada no Funchal na noite de Natal.
Este cão abandonado soube escolher bem!

Imagem esta que reflecte, porém, uma realidade muito pouco enternecedora...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Where the wild things are...

We're all beasts waiting to be tamed.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

It`s all about love


Some people say:
"It`s all about love. We´re either in love, dreaming about love, recovering from it, wishing for it, or reflecting on it..."

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ecce Homo


Hoje lavo as mãos como Pôncio Pilatos.
A amargura das acções excede a putrefacta inércia do conformismo.
Da tosca parálise ergue-se a urgência de agitar as mágoas.
De romper a ferida pelas costuras e a sarar, de uma vez por todas.
De as beber (as mágoas, digo), citramente, tantas quantas brotaram em raiz por anos devastados a inspirações idílicas, a complexos messiânicos, lúgubres mentiras cuspidas em face e bandeira.
A redenção consumi-las-á cegamente.
Resignar-me-ei à paz de espírito e verga-la-ei (a ela e aos que ma obrigaram) pela crude realidade que tão tormentosamente transbordou o copo.
Enfrenta-la-ei em demónio possuído e quando a verdade escorrer pela calçadas das ruas como o transtorno que hoje me incitam, então ecce hommo descansará.
Sábio, egoísta e tranquilo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Panda once said

Yesterday is history,
Tomorrow is a mistery,
but today's a gift,
and that's why it's called Present

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Duríade

Taciturno na calçada, conspiro o firmamento.

A alva que me purga as veias, a mente, os sentidos, já não é a mesma que me viu condensar a neblina nas mui antigas madrugadas de Solstício.

Anseio o eco do granito, o passo certo, carismático, inabalável em espírito e melódico em tom. Quero ver mais uma vez o véu asa-de-corvo a lacerar a mágoa dos candeeiros, entretecendo os braços em resguardo ao sobretudo.

Inexorável, transparece a nostalgia, o profundo abandono, à muito abismada em águas de jasmim, tão serenas como ela. Sei-lhe de cor as perfeições da face, o sorriso paradoxal, que suga a dor de alma como o Diabo a rouba.

Ò musa da Meia-Noite, concede-me mais um vislumbre… um sorriso… uma valsa… um beijo… que me custa ter o fruto na mão, e vê-lo amargurar pela calçada fora.

Pelas muralhas um ressoo. Foge-me um batimento, o ar frio dos pulmões crepita na chama da lanterna.

Tudo o que sonho.

Talvez mais.

Só tu.

Divina

Gundisalvum Jacob, "Nervura Urbana"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Obrigado

Sabes, quanto mais te conheço mais dou graças por aquela remota madrugada de Fevereiro em que deixei de te ver e passei a observar.
Sobressais uma parte de mim que me orgulha.

(Estranhamente, parece que te conseguiste tornar numa parte daquilo que sou. Na pessoa que sou... só te tenho a agradecer por isso)

(04-08-2009)